Sobre a autora

Traços biográficos

Sou carioca, nascida em 1984, ano das “Diretas Já!”. Estudei no Colégio Pedro II e a isso devo parte de minha formação humanística.

Escrever é minha paixão e meu ofício. Premiada em concursos de crônicas e monografias, já tive textos em prosa e verso publicados em seis antologias. Mantenho um blog pessoal: "Traços de Estilo"

Paralelamente ao Ensino Médio, passei dois anos e meio no Núcleo de Filosofia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pesquisando o conceito de verdade (Existe verdade absoluta? Por que o ser humano precisa de acreditar em verdades?).

Sou jornalista (MTB: 34692), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e criadora do site "Quem tem medo da democracia?", tendo artigos e reportagens publicados em diversos veículos de comunicação. Trabalhei como assessora de imprensa e repórter dos jornais dos Sindicatos dos Policiais Civis e dos Vigilantes, no RJ. 

Passei cinco anos entrevistando pessoas que resistiram à ditadura. Meus relatos (inicialmente feitos para o site Outras Palavras, e repercutidos em revistas de diversos espectros, como Carta Capital e Veja, além do jornal Brasil de Fato) estão publicados no livro "O problema é ter medo do medo - O que o medo da ditadura tem a dizer à democracia" (Editora Revan).

Atualmente, mergulho em um apaixonado trabalho como biógrafa, com a missão de contar a história do bispo Pedro Casaldáliga. 

Em um poema de autorretrato, me defino assim:

Suburbana que nunca gostou 
De cerveja 
E deve ser péssima sujeita: 
Além de ruim da cabeça 
É também doente do pé 
Carioca que vai à praia 
No inverno 
Pra andar pelo calçadão 
De preferência pela contramão 
Poeta amadora que na arte da prosa 
Ainda engatinha 
E em mensagens 
É chegada a uma ladainha. 
Pintora que entorta 
O sete 
Tecladista de uma só mão 
Um ser sem coordenação 
A família é pequena 
E bem complicada 
Mas sempre a apoiou 
Tem suas vãs filosofias e crê 
Em Deus 
Mas religião não é algo 
Que lhe atraia 
Uma alma sonhadora e idealista, 
Um olhar observador 
Que inquieta o coração 
Uma mente em turbilhão. 
Alguém que tem saudades 
De quando ainda não existia 
E sente uma estranha falta 
Do que ainda está por vir 
Gosta de explicar e adora esclarecer 
Algum mistério 
Sonhou ser professora, mas não nasceu 
Pro magistério 
Passou anos e anos 
Nadando 
Até que teve um burn out 
(se afogou e se queimou com água) 
Nadava sem definição de raia 
Até que chegou ao jornalismo 
Andando (se encontrou) 
E, feliz, definiu sua praia.
(Ana Helena Tavares)

Abaixo, Pessoa me define:

"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." (Fernando Pessoa)

Nenhum comentário:

Postar um comentário